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No Balanço Do Buzão
Miltinho
Edilberto
No
balanço do buzão
No fungado da sanfona
O que atrapalha é o braço da poltrona
No fundo do buzão
Eu queria, ela queria
Mas tinha um braço dizendo que não podia
Esse braço não tem dedo
Esse braço não tem mão
Não é braço de viola
Nem braço de violão
Não é braço de rio
Nem braço de assombração
Não era o braço meu
Nem era o braço da dona
O que atrapalha eu abraçar a minha dona é o braço da poltrona
A gente se virava
Mudava de posição
E ainda controlava quem ficava de bicão
Associados no chamego e na paixão
Vi a janela a nossa televisão
Fazendo amor em terceira dimensão
Só eu e minha madona
O que atrapalha eu abraçar a minha dona é o braço da poltrona
Chegando em casa
Só eu e minha madona
Fomos pro quarto, mas estava uma zona
Ela quis ir embora
Eu disse: não me abandone
Pois quando a gente ama
Não precisa ser na cama
Ela chorona já partiu para o abraço
Não dei um passo e o mormaço veio à tona
E já que não muda a pisada da sanfona
Nós acabamos ficando no braço de outra poltrona.
Letra enviada
por: Ana Paula Gaertner
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